Hoje venho mostrar pra vocês um assunto dos mais angustiantes nonosso país
As consequências do abandono parental.
Infelizmente a cada 100 casos de divorcios ou separações no Brasil, apenas em 1/3 delas o pai assume suas responsabilidades e na grande maioria das vezes movido por circunstâncias juridicas, raramente ele provê os filhos espontaneamente.

As conseqüências da alienação parental para as crianças
O desenvolvimento saudável das crianças depende de muitos
fatores. Nesse sentido, sentir-se amado por ambos os pais é tão
importante para a felicidade dos filhos quanto brincar. É através do
afeto que as crianças adquirem segurança e estabilidade, qualidades
indispensáveis durante a fase de crescimento e de busca pela própria
identidade.
Quando
um dos pais impede, sem um justo motivo, que o outro conviva com seu
filho ou quando faz a criança acreditar que não é amada pelo pai ou pela
mãe, a criança pode passar a apresentar comportamentos diferentes do
usual. Essa mudança ocorre devido ao sentimento de tristeza ou de
revolta, provocado pela alienação parental.
A
falta de contato com um dos genitores pode gerar uma saudade que,
eventualmente, pode constituir um quadro de depressão. Outras
conseqüências são a diminuição no rendimento escolar, ansiedade,
agressividade, transtornos de personalidade, desenvolvimento de fobias
sociais e até mesmo tendência ao alcoolismo e ao uso de outras drogas.
Por
outro lado, o pai ou a mãe que pratica a alienação parental estimula a
criação de um vínculo censurável com o filho: o torna seu cúmplice. A
criança acredita sinceramente que não pode, em hipótese alguma, gostar
do genitor alienado, sob pena de desagradar o alienador. E o filho não
está disposto a perder o afeto do pai ou da mãe com quem convive durante
a maior parte de seu tempo. Afinal, a criança só tem certeza da
existência de afetividade por parte deste genitor. Os sentimentos do
outro são ignorados, por medo ou raiva, sensações construídas na criança
pela alienação parental.
Quando
se torna adulta, é comum a criança perceber que estava sendo manipulada
por um dos pais para que se afastasse do outro. O fato de se sentir
cúmplice de uma injustiça pode gerar um grave sentimento de culpa. Por
outro lado, o adulto que sofreu com a alienação parental durante a
infância corre o risco de repetir o mesmo comportamento do pai ou da mãe
que alienou o ex-cônjuge, pois o genitor alienador foi o principal
modelo de conduta que a criança teve durante sua infância e
adolescência.
Entender
o que é a alienação parental é o primeiro passo para evitar a sua
ocorrência. As pessoas que tomaram conhecimento de seu conceito, bem
como de seus efeitos negativos, devem trazer o assunto à tona com seus
conhecidos e familiares. Uma atitude tão simples pode ter um impacto
significativo em muitas famílias, evitando injustiças, desgastes
emocionais e o doloroso afastamento entre pais e filhos.
Juliana M. Abreu ( do Blog G5)
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